IMAGENS, ÍCONES DA LITERATURA POÉTICA
Comments:
Domingo, Dezembro 25, 2005
12/22/05
MANDRAKE AÍ
¿i woke up of a brave dream
the cough
the pain in the chest
the will embitters of the alcohol
the American drugs
the torture
of the longing
Frustrated it
i remove in the heart
Cheap
that's my Foreigner¿
...
¿antis duzomis chegá ajudi¿meo ¿natá¿
papaie Nuel, papaie, tô vendendu já
vamus comprá
anti Duzomis chegá¿
(uma homenagem a Zé Agripino de Paula, o bruxo de Embu )
um tapa no rosto
com
gosto
de raiva
gira
&
giramundo
gia da terra
o mar da lua
é o simulacro
do espetáculo
terrestre
deitado
eternamente
imundo
em berço esplêndido
&
desperdício
facilmente
vil
terrível
como a
fantástica
y
antropofágica
mordida
brasileira
de nosferatu
no ato reflexo
do amor bandido
da luz vermelha
nas dunas
do cais
do solstício
só
mais
outro
obstáculo
um outro
ar
mais oxigênio
y vida
para
que
se viva
o resto tudo
é azar(transparece)
the injustice
is better
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manu_negra @ 2005-12-22 12:22 said:
"... Eu abracei Marilyn pela cintura e desci as escadarias que ligavam o edifício da administração com os imensos pátios do estúdio onde estava armado o palácio de Nabucodonosor. Marilyn disse que estava com fome e iria até o bar comer um sanduiche (...) O soldado de lábios vermelhos estava nu e eru tentei virá-lo de costas para penetrá-lo por trás. Ele tinha umas nádegas redondas e largas. Masele voltou a virar de frente soltando um não gemido pela boca (...)Eu encostei Marilyn Monroe no muro e ia levantando a saia quando ela disse que a sua amiga que estava deitada no gramado escuro poderia nos ver fazendo sexo ali encostados no muro(...) Depois de eu ter fugido em pânico algum tempo pisando e espirrando água quente para todos os lados..."
(AGRIPINO, José de Paula. PANAMERICA. ED: Max Limonad. São paulo.1988)
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manu_negra @ 2005-12-22 12:25 said:
"D'Engenho de Dentro - vim para escola aprender a viver. Isto aqui é uma escola. Meu deus, eu preciso conseguir nesta escola os instrumentos que me preservarão e que me desviarão do encontro marcado que é necessário adiar. Tenho passado a vida à procura de deus mas agora não o quero mais". (NETO, Torquato. Os últimos dias de paupéria. In. DEngenho de Dentro. 1ª ed. Ed: Perspectiva, Rio de Janeiro. Pág. 59. 8/10/1970. 1973).
Foi num dia desses, um dia como outros iguais, que Torquato extenuado mais uma vez era levado para um Hospício. Aquele que produziu a "Navilouca" embarcava na nau, em sua "Sfultivera Navis", assim foi a constante incógnita de seus dias, a luta contínua contra a linguagem e suas palavras atomizadas, a resistência estética sempre geminada à dramática de uma vida esfacelada pelo terror do regime, pelas recorrentes compulsões alcoólicas, o uso excessivo de todas as drogas, aquela droga de vida íntima que fazia do poeta seu pombo correio, aquele que a trazia em todos os seus textos, em todas as linguagens que utilizava, o aviso dela, a morte que o esperava o dia de abraçar seu anjo de asas de avião, o anjo torto muito louco, no dia D. Toda esta violência existencial partilhava no homem Torquato Neto por incrível que pareça, uma insaciável vontade de viver, este conflito do "corpo sem órgãos", "o estar dentro e o estar fora" como disse:
(cont.)
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manu_negra @ 2005-12-22 12:28 said:
"...onde, em mim, a morte de Jimi hendrix, repercurtiu com mais violência? Há mais de um ano, em Londres, eu havia dito com absoluta certeza: ele vai morrer(...) a gente sabe que toda morte nos comunica uma certa sensação de alívio, de descanso, não existe para mim a menor diferença entre o hendrix que eu ouvia antes e o que posso ouvir depois..."( VAZ, Toninho. Pra mim chega: a biografia de Torquato Neto. Ed: Casa Amarela, São Paulo. Pág.157. 2005).
O que explicaria esse drama?
Do ponto de vista desta monografia o fato de um sujeito, viver a vertigem comunicacional deflagrada pela pós-modernidade, ter colocado seu mundo sob suspeita ao acreditar até a morte o levar que existia um mundo real envolvido pelas aparências que o mascarava, inabitável, desconstrutor da própria existência ao aliar-se à compulsiva necessidade de destruir-se.
(cont.)
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manu_negra @ 2005-12-22 12:28 said:
Ao tentar fraturar a linguagem, varrê-la de seus lábios, mãos e todo seu entorno, na hipotética utopia de que existia, sim para ele existiu até colocar a cueca vermelha sobre o rosto e esperar por ele, o seu mundo livre, limpo, mas era ela o outro espaço deste mundo, recorrente em seu diálogo com o receptor, o vazio, atemporal - o desfalecimento, a morte - causadora da verdadeira destruição de tudo, de todos, o ponto final daquele presente até então presente, logo o poeta que não acreditava no passado nem no futuro, caía na cilada das palavras, pois ao colocá-la junto com a linguagem que a continha para fora de seu corpo, assim exterminou seu repertório de significados - o ser significante, o seu oxigênio, e então as palavras ali naquele bilhete ficaram sujas e impregnadas pelo gás letal, porque ao colocar a linguagem sob suspeita é dele, do seu mundo, "do estar dentro e do estar fora" que suspeitava.
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manu_negra @ 2005-12-22 12:31 said:
Alcoólicas
de Hilda Hilst
É crua a vida. Alça de tripa e metal.
Nela despenco: pedra mórula ferida.
É crua e dura a vida. Como um naco de víbora.
Como-a no livor da língua
Tinta, lavo-te os antebraços, Vida, lavo-me
No estreito-pouco
Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida
Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.
E perambulamos de coturno pela rua
Rubras, góticas, altas de corpo e copos.
A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.
E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima
Olho d'água, bebida. A Vida é líquida.
(Alcoólicas - I)
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macpherr @ 2005-12-22 13:03 said:
Lovely site!!
Merry Christmas!
XOXOXOXO
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levantine @ 2005-12-22 13:34 said:
sad reality
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fotocity @ 2005-12-22 13:36 said:
bela foto!
cinelandia rio?
abs!!
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http://www.fotolog.net/vanart @ 2005-12-22 15:59 said:
bem? bjs
Como um trapezista que só repara na ausência da rede após o salto lançado, acendes o abajur no canto da sala depois de apagar a luz mais forte no alto. E FINALMENTE começas a falar.
Caio F
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EU @ 2005-12-22 20:47 said:
e-u
tudo que sinto
resume se'm um desejo ácid'o
beijo rouc'o
louco
braseiro
das almas chamuscadas
nervos'as
pernas & os braç'os
pelos arrepiad'os
carvões em incandescência
mas sem cham'a fria
coincidência
me chama
me queima
lembre se
& lamba me
como sorvete
invente um nome
qualquer
pré nome
um sinal
uma luz vermelha
depois do prato principal
me com'assim
como
uma louca solen'e
nele depois coloque
a sobremesa
um olho de alho
um dent'e
como antes mordia
meus lábi'os
olhos fugidos
que escapam
que se evadem
choram ao cortar cebolas
olas & olás
às quartas
ou nos'ábados'
mesmos'ábados'
nossos '
fugazes
que sufocam
os gases matam
você se sufoca
mas
eu
quem'orro
postado por: Baby Granada 5:46 PM