IMAGENS, ÍCONES DA LITERATURA POÉTICA
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Segunda-feira, Dezembro 27, 2004
39ob-Haettenschweiler/265
_Tardes Vazias_
¿sunshine of your love¿
"A los muchachos y muchachas que todavía cantan en las calles de nuestro planeta"
Algo de infernal pasó
... era carnaval, nem tudo seria alegria
, poderia ser natal
? poderia
(alguns supunham que papai-noel existisse)
, não havia a singular fome
, haveria uma plural obesidade (expunham os entendidos)
, pesquisas mal pesquisadas
... lolós encharcados nos lençóis mascarados
, cantatas dos alcalóides e éteres - Brasilha
: ¿ Violência gratuita porra nenhuma
, paga na carne
, no corpo humano negro e franzino
... perfumes confetes serpentinas - Fantasias
, agonia/ alegorias de momentos não muito alegres
, o menino fugia no pavor da luz do dia
, diria
: - ali
, ali mesmo naquela rua eu via o medo e a injustiça do preconceito
... fantasticamente reais
! juro... o rei queria mais e mais dias em seu poder
, pouco lhe valeria aquele mínimo mandato de 4 dias
, aplacado pelo ardor dos falsos republicanos
, trabalhistas ou democratas no congresso ¿ Antestério
... foi quando ouvi o doce poetar de ¿Olga Benário¿ ao seu amado
: - captei inteiramente o significado da bela palavra brasileira
¿Saudades¿...
- às vezes as tenho tantas que não sei onde metê-las...
(gritos e sussurras)
Lucida Handwriting-2005
ACESSEM !
http://www.geocities.com/EnchantedForest/Creek/8238/quees.htm
El Movimiento de los Niños por la Paz Mandato Ciudadano por la Vida, La Paz y la Libertad.
http://www.es.amnesty.org/nomasviolencia
Muchas mujeres son traídas a España obligadas a servir como esclavas sexuales. Sólo si aportan los datos necesarios para que la policía desarticule la red que las trajo obtendrán protección oficial.
En Europa y en España hay cada vez más mujeres así. Sin derechos, sin protección, sin salida.
ACESSEM!
http://www.circovoador.com.br
http://manunegra.buzznet.com/user/
http://www.fotolog.net/veraneio (flog de literatura e textos selecionados pelo meu filho Marcelo.)
Para algunas personas, la Navidad
http://www.es.amnesty.org/regalatuspalabras/images/paraalgunas_texto.gifno es un momento de encuentro con las personas queridas, de fiesta y
celebración. Como todo el año, su vida es dura, difícil y, en algunos
casos peligrosa. El año nuevo no trae la esperanza de cambios. Ellos van a seguir aislados, encarcelados.
COMENTÁRIOS EXTRAS AQUI NESTE BAÚ DE TEXTOS E MUITAS SURPRESAS.
http://www.quicktopic.com/23/H/arpGw26iy8k
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manu_negra @ 2004-12-22 11:44 said:
CONTO ESCOLHIDO DO DIA
O homem de cabeça de papelão
João do Rio
http://www.releituras.com/joaodorio_menu.asp
No País que chamavam de Sol, apesar de chover, às vezes, semanas inteiras, vivia um homem de nome Antenor. Não era príncipe. Nem deputado. Nem rico. Nem jornalista. Absolutamente sem importância social.
O País do Sol, como em geral todos os países lendários, era o mais comum, o menos surpreendente em idéias e práticas. Os habitantes afluíam todos para a capital, composta de praças, ruas, jardins e avenidas, e tomavam todos os lugares e todas as possibilidades da vida dos que, por desventura, eram da capital. De modo que estes eram mendigos e parasitas, únicos meios de vida sem concorrência, isso mesmo com muitas restrições quanto ao parasitismo. Os prédios da capital, no centro elevavam aos ares alguns andares e a fortuna dos proprietários, nos subúrbios não passavam de um andar sem que por isso não enriquecessem os proprietários também. Havia milhares de automóveis à disparada pelas artérias matando gente para matar o tempo, cabarets fatigados, jornais, tramways, partidos nacionalistas, ausência de conservadores, a Bolsa, o Governo, a Moda, e um aborrecimento integral. Enfim tudo quanto a cidade de fantasia pode almejar para ser igual a uma grande cidade com pretensões da América.(CONT.)
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manu_negra @ 2004-12-22 11:44 said:
(CONT.) E o povo que a habitava julgava-se, além de inteligente, possuidor de imenso bom senso. Bom senso! Se não fosse a capital do País do Sol, a cidade seria a capital do Bom Senso!
Precisamente por isso, Antenor, apesar de não ter importância alguma, era exceção mal vista. Esse rapaz, filho de boa família (tão boa que até tinha sentimentos), agira sempre em desacordo com a norma dos seus concidadãos.
Desde menino, a sua respeitável progenitora descobriu-lhe um defeito horrível: Antenor só dizia a verdade. Não a sua verdade, a verdade útil, mas a verdade verdadeira. Alarmada, a digna senhora pensou em tomar providências. Foi-lhe impossível. Antenor era diverso no modo de comer, na maneira de vestir, no jeito de andar, na expressão com que se dirigia aos outros. Enquanto usara calções, os amigos da família consideravam-no um enfant terrible, porque no País do Sol todos falavam francês com convicção, mesmo falando mal. Rapaz, entretanto, Antenor tornou-se alarmante. Entre outras coisas, Antenor pensava livremente por conta própria. Assim, a família via chegar Antenor como a própria revolução; os mestres indignavam-se porque ele aprendia ao contrario do que ensinavam; os amigos odiavam-no; os transeuntes, vendo-o passar, sorriam.(CONT.)
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manu_negra @ 2004-12-22 11:46 said:
(CONT.)Uma só coisa descobriu a mãe de Antenor para não ser forçada a mandá-lo embora: Antenor nada do que fazia, fazia por mal. Ao contrário. Era escandalosamente, incompreensivelmente bom. Aliás, só para ela, para os olhos maternos. Porque quando Antenor resolveu arranjar trabalho para os mendigos e corria a bengala os parasitas na rua, ficou provado que Antenor era apenas doido furioso. Não só para as vítimas da sua bondade como para a esclarecida inteligência dos delegados de polícia a quem teve de explicar a sua caridade.
Com o fim de convencer Antenor de que devia seguir os tramitas legais de um jovem solar, isto é: ser bacharel e depois empregado público nacionalista, deixando à atividade da canalha estrangeira o resto, os interesses congregados da família em nome dos princípios organizaram vários meetings como aqueles que se fazem na inexistente democracia americana para provar que a chave abre portas e a faca serve para cortar o que é nosso para nós e o que é dos outros também para nós. Antenor, diante da evidência, negou-se.
- Ouça! bradava o tio. Bacharel é o princípio de tudo. Não estude. Pouco importa! Mas seja bacharel! Bacharel você tem tudo nas mãos. Ao lado de um político-chefe, sabendo lisonjear, é a ascensão: deputado, ministro.
- Mas não quero ser nada disso.(CONT.)
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manu_negra @ 2004-12-22 11:47 said:
(CONT.)- Então quer ser vagabundo?
- Quero trabalhar.
- Vem dar na mesma coisa. Vagabundo é um sujeito a quem faltam três coisas: dinheiro, prestígio e posição. Desde que você não as tem, mesmo trabalhando - é vagabundo.
- Eu não acho.
- É pior. É um tipo sem bom senso. É bolchevique. Depois, trabalhar para os outros é uma ilusão. Você está inteiramente doido.
Antenor foi trabalhar, entretanto. E teve uma grande dificuldade para trabalhar. Pode-se dizer que a originalidade da sua vida era trabalhar para trabalhar. Acedendo ao pedido da respeitável senhora que era mãe de Antenor, Antenor passeou a sua má cabeça por várias casas de comércio, várias empresas industriais. Ao cabo de um ano, dois meses, estava na rua. Por que mandavam embora Antenor? Ele não tinha exigências, era honesto como a água, trabalhador, sincero, verdadeiro, cheio de idéias. Até alegre - qualidade raríssima no país onde o sol, a cerveja e a inveja faziam batalhões de biliosos tristes. Mas companheiros e patrões prevenidos, se a princípio declinavam hostilidades, dentro em pouco não o aturavam. Quando um companheiro não atura o outro, intriga-o. Quando um patrão não atura o empregado, despede-o. É a norma do País do Sol. Com Antenor depois de despedido, companheiros e patrões ainda por cima tomavam-lhe birra. Por que? É tão difícil saber a verdadeira razão por que um homem não suporta outro homem!(CONT.)
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manu_negra @ 2004-12-22 11:49 said:
(CONT.)Um dos seus ex-companheiros explicou certa vez:
- É doido. Tem a mania de fazer mais que os outros. Estraga a norma do serviço e acaba não sendo tolerado. Mau companheiro. E depois com ares...
O patrão do último estabelecimento de que saíra o rapaz respondeu à mãe de Antenor:
- A perigosa mania de seu filho é por em prática idéias que julga próprias.
- Prejudicou-lhe, Sr. Praxedes?
Não. Mas podia prejudicar. Sempre altera o bom senso. Depois, mesmo que seu filho fosse águia, quem manda na minha casa sou eu.
No País do Sol o comércio ë uma maçonaria. Antenor, com fama de perigoso, insuportável, desobediente, não pôde em breve obter emprego algum. Os patrões que mais tinham lucrado com as suas idéias eram os que mais falavam. Os companheiros que mais o haviam aproveitado tinham-lhe raiva. E se Antenor sentia a triste experiência do erro econômico no trabalho sem a norma, a praxe, no convívio social compreendia o desastre da verdade. Não o toleravam. Era-lhe impossível ter amigos, por muito tempo, porque esses só o eram enquanto. não o tinham explorado.(CONT.)
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manu_negra @ 2004-12-22 11:50 said:
(CONT.)Antenor ria. Antenor tinha saúde. Todas aquelas desditas eram para ele brincadeira. Estava convencido de estar com a razão, de vencer. Mas, a razão sua, sem interesse chocava-se à razão dos outros ou com interesses ou presa à sugestão dos alheios. Ele via os erros, as hipocrisias, as vaidades, e dizia o que via. Ele ia fazer o bem, mas mostrava o que ia fazer. Como tolerar tal miserável? Antenor tentou tudo, juvenilmente, na cidade. A digníssima sua progenitora desculpava-o ainda.
- É doido, mas bom.
Os parentes, porém, não o cumprimentavam mais. Antenor exercera o comércio, a indústria, o professorado, o proletariado. Ensinara geografia num colégio, de onde foi expulso pelo diretor; estivera numa fábrica de tecidos, forçado a retirar-se pelos operários e pelos patrões; oscilara entre revisor de jornal e condutor de bonde. Em todas as profissões vira os círculos estreitos das classes, a defesa hostil dos outros homens, o ódio com que o repeliam, porque ele pensava, sentia, dizia outra coisa diversa.
- Mas, Deus, eu sou honesto, bom, inteligente, incapaz de fazer mal...
- É da tua má cabeça, meu filho.
- Qual?
- A tua cabeça não regula.
- Quem sabe?(CONT.)
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manu_negra @ 2004-12-22 11:52 said:
(CONT.)Antenor começava a pensar na sua má cabeça, quando o seu coração apaixonou-se. Era uma rapariga chamada Maria Antônia, filha da nova lavadeira de sua mãe. Antenor achava perfeitamente justo casar com a Maria Antônia. Todos viram nisso mais uma prova do desarranjo cerebral de Antenor. Apenas, com pasmo geral, a resposta de Maria Antônia foi condicional.
- Só caso se o senhor tomar juízo.
- Mas que chama você juízo?
- Ser como os mais.
- Então você gosta de mim?
- E por isso é que só caso depois.
Como tomar juízo? Como regular a cabeça? O amor leva aos maiores desatinos. Antenor pensava em arranjar a má cabeça, estava convencido.
Nessas disposições, Antenor caminhava por uma rua no centro da cidade, quando os seus olhos descobriram a tabuleta de uma "relojoaria e outros maquinismos delicados de precisão". Achou graça e entrou. Um cavalheiro grave veio servi-lo.
- Traz algum relógio?
- Trago a minha cabeça.
- Ah! Desarranjada?
- Dizem-no, pelo menos.
- Em todo o caso, há tempo?
- Desde que nasci.(CONT.)
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manu_negra @ 2004-12-22 11:54 said:
(CONT.)
- Talvez imprevisão na montagem das peças. Não lhe posso dizer nada sem observação de trinta dias e a desmontagem geral. As cabeças como os relógios para regular bem...
Antenor atalhou:
- E o senhor fica com a minha cabeça?
- Se a deixar.
- Pois aqui a tem. Conserte-a. O diabo é que eu não posso andar sem cabeça...
- Claro. Mas, enquanto a arranjo, empresto-lhe uma de papelão.
- Regula?
- É de papelão! explicou o honesto negociante. Antenor recebeu o número de sua cabeça, enfiou a de papelão, e saiu para a rua.
Dois meses depois, Antenor tinha uma porção de amigos, jogava o pôquer com o Ministro da Agricultura, ganhava uma pequena fortuna vendendo feijão bichado para os exércitos aliados. A respeitável mãe de Antenor via-o mentir, fazer mal, trapacear e ostentar tudo o que não era. Os parentes, porem, estimavam-no, e os companheiros tinham garbo em recordar o tempo em que Antenor era maluco.
Antenor não pensava. Antenor agia como os outros. Queria ganhar. Explorava, adulava, falsificava. Maria Antônia tremia de contentamento vendo Antenor com juízo. Mas Antenor, logicamente, desprezou-a propondo um concubinato que o não desmoralizasse a ele. Outras Marias ricas, de posição, eram de opinião da primeira Maria. Ele só tinha de escolher. No centro operário, a sua fama crescia, querido dos patrões burgueses e dos operários irmãos dos spartakistas da Alemanha. (CONT.)
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manu_negra @ 2004-12-22 11:55 said:
(CONT.) Foi eleito deputado por todos, e, especialmente, pelo presidente da República - a quem atacou logo, pois para a futura eleição o presidente seria outro. A sua ascensão só podia ser comparada à dos balões. Antenor esquecia o passado, amava a sua terra. Era o modelo da felicidade. Regulava admiravelmente.
Passaram-se assim anos. Todos os chefes políticos do País do Sol estavam na dificuldade de concordar no nome do novo senador, que fosse o expoente da norma, do bom senso. O nome de Antenor era cotado. Então Antenor passeava de automóvel pelas ruas centrais, para tomar pulso à opinião, quando os seus olhos deram na tabuleta do relojoeiro e lhe veio a memória.
- Bolas! E eu que esqueci! A minha cabeça está ali há tempo... Que acharia o relojoeiro? É capaz de tê-la vendido para o interior. Não posso ficar toda vida com uma cabeça de papelão!
Saltou. Entrou na casa do negociante. Era o mesmo que o servira.
- Há tempos deixei aqui uma cabeça.
- Não precisa dizer mais. Espero-o ansioso e admirado da sua ausência, desde que ia desmontar a sua cabeça.
- Ah! fez Antenor.
- Tem-se dado bem com a de papelão? - Assim...
- As cabeças de papelão não são más de todo. Fabricações por séries. Vendem-se muito.
- Mas a minha cabeça?
(CONT.)
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manu_negra @ 2004-12-22 11:57 said:
(CONT.)- Vou buscá-la.
Foi ao interior e trouxe um embrulho com respeitoso cuidado.
- Consertou-a?
- Não.
- Então, desarranjo grande?
O homem recuou.
- Senhor, na minha longa vida profissional jamais encontrei um aparelho igual, como perfeição, como acabamento, como precisão. Nenhuma cabeça regulará no mundo melhor do que a sua. É a placa sensível do tempo, das idéias, é o equilíbrio de todas as vibrações. O senhor não tem uma cabeça qualquer. Tem uma cabeça de exposição, uma cabeça de gênio, hors-concours.
Antenor ia entregar a cabeça de papelão. Mas conteve-se.
- Faça o obséquio de embrulhá-la.
- Não a coloca?
- Não.
- V.EX. faz bem. Quem possui uma cabeça assim não a usa todos os dias. Fatalmente dá na vista.
Mas Antenor era prudente, respeitador da harmonia social.
- Diga-me cá. Mesmo parada em casa, sem corda, numa redoma, talvez prejudique.
- Qual! V.EX. terá a primeira cabeça.
Antenor ficou seco.
- Pode ser que V., profissionalmente, tenha razão. Mas, para mim, a verdade é a dos outros, que sempre a julgaram desarranjada e não regulando bem. Cabeças e relógios querem-se conforme o clima e a moral de cada terra. Fique V. com ela. Eu continuo com a de papelão.
(CONT.)
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manu_negra @ 2004-12-22 12:01 said:
(CONT.)E, em vez de viver no País do Sol um rapaz chamado Antenor, que não conseguia ser nada tendo a cabeça mais admirável - um dos elementos mais ilustres do País do Sol foi Antenor, que conseguiu tudo com uma cabeça de papelão.
João do Rio foi o pseudônimo mais constante de João Paulo Emílio Coelho Barreto, escritor e jornalista carioca, que também usou como disfarce os nomes de Godofredo de Alencar, José Antônio José, Joe, Claude, etc., nada ou quase nada escrevendo e publicando sob o seu próprio nome. Foi redator de jornais importantes, como "O País" e "Gazeta de Notícias", fundando depois um diário que dirigiu até o dia de sua morte, "A Pátria". Contista romancista, autor teatral (condição em que exerceu a presidência da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, tradutor de Oscar Wilde, foi membro da Academia Brasileira de Letras, eleito na vaga de Guimarães Passos. Entre outros livros deixou "Dentro da Noite", "A Mulher e os Espelhos", "Crônicas e Frases de Godofredo de Alencar", "A Alma Encantadora das Ruas", "Vida Vertiginosa", "Os Dias Passam", "As religiões no Rio" e "Rosário da Ilusão", que contém como primeiro conto a admirável sátira "O homem da cabeça de papelão". Nascido no Rio de Janeiro a 05 de agosto de 1881, faleceu repentinamente na mesma cidade a 23 de junho de 1921.(CONT.)
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manu_negra @ 2004-12-22 12:02 said:
(CONT.)O texto acima foi extraído do livro "Antologia de Humorismo e Sátira", organizada por R. Magalhães Júnior, Editora Civilização Brasileira - Rio de Janeiro, 1957, pág. 196.
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manu_negra @ 2004-12-22 12:04 said:
El habitante de la nieve, de la nieve...
De donde ella hizo aparecer... Allí del alto de la montaña, por la noche.
Las sombras y los tonos ceniza, envuelve en niebla el silencio,
tal una naturaleza encantó, casi el sobrenatural...
http://www.fotolog.net/lilael
feliz natal Manu!
quanto tempo.
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manu_negra @ 2004-12-22 12:07 said:
POESIA DE MÁRIO FAUSTINO
Mário Faustino
Soneto
Necessito de um ser, um ser humano
Que me envolva de ser
Contra o não ser universal, arcano
Impossível de ler
À luz da lua que ressarce o dano
Cruel de adormecer
A sós, à noite, ao pé do desumano
Desejo de morrer.
Necessito de um ser, de seu abraço
Escuro e palpitante
Necessito de um ser dormente e lasso
Contra meu ser arfante:
Necessito de um ser sendo ao meu lado
Um ser profundo e aberto, um ser amado.
http://www.fotolog.net/macpherr Feliz Natal e
prospero ano novo..
te mandei um e-mail de Natal
para o endereco daqui..
mas voce nao abriu ainda..
XOXOXO
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manu_negra @ 2004-12-22 12:16 said:
A POESIA DE CORDEL
http://www.secrel.com.br/jpoesia/otejo01p.html
Orlando Tejo
Poeta do Absurdo e o Absurdo dos Poetas
Agamenon Magalhães via nos cantadores a figura autêntica da inteligência marginalizada. Convocava-os para cantarem nos seus comícios do interior, porque "os poetas humanizam as batalhas democráticas".
Na sua campanha de 1950, quando reconduzido ao Governo de Pernambuco, não desprezou a inteligência dessa tática política. Foi quando os repentistas Agostinho Lopes dos Santos e Lourival Baptista Patriota, ambos naturais de São José do Egito, inflamaram as multidões sertanejas com a espirituosidade de repentes ainda hoje guardados na memória popular.
Abrindo um comício na cidade de Bom Jardim, improvisa Agostinho:
"Os pais convidem seus filhos.
Os filhos convidem as mães.
As mães convidem as filhas
E as filhas c
postado por: Baby Granada 12:56 AM
Comments:
Domingo, Dezembro 12, 2004
11/14/04
MARCELO VERANEIO TRAZ PARA VOCÊS...
Picadeiro
São os circos de misteriosos palhaços e bailarinas,
Que se situam na cidade dos sonhos
E pesadelos.
Onde se ouvem a pilhéria das falas,
Linguagens
... Fantásticas metáforas visuais
O ar,
O tempo,
O espaço,
A intimidade,
E o imaginário
Ainda há um lugar para se ouvir um rock,
P¿ra curtir um hip-hop
E uma vida a tocar
Aí e aqui nessas bandas
... A luz do fogo solar,
Com vocês: - Borges e Pessoa
Ah! E a foto de manu_negra...
LIMITES
Jorge Luis Borges
Há uma linha de Verlaine que tornarei a recordar,
Há uma rua próxima que está vedada a meus passos,
Há um espelho que me viu pela última vez,
Há uma porta que fechei até o fim do mundo.
Entre os livros da minha biblioteca (estou vendo-os)
Há algum que já nunca abrirei.
Este ano completarei cinqüenta anos;
A morte me desgasta, incessante.
Fernando Pessoa
Lá fora onde árvores são
Lá fora onde árvores são
O que se mexe a parar
Não vejo nada senão,
Depois das árvores, o mar.
É azul intensamente,
Salpicado de luzir,
E tem na onda indolente
Um suspirar de dormir.
Mas nem durmo eu nem o mar,
Ambos nós, no dia brando,
E ele sossega a avançar
E eu não penso e estou pensando.
ACESSEM !
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veraneio @ 2004-11-14 07:03 said:
Alberto Caeiro
XLV - Um Renque de Árvores
Um renque de árvores lá longe, lá para a encosta.
Mas o que é um renque de árvores? Há árvores apenas.
Renque e o plural árvores não são cousas, são nomes.
Tristes das almas humanas, que põem tudo em ordem,
Que traçam linhas de cousa a cousa,
Que põem letreiros com nomes nas árvores absolutamente reais,
E desenham paralelos de latitude e longitude
Sobre a própria terra inocente e mais verde e florida do que isso!
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veraneio @ 2004-11-14 07:04 said:
Fernando Pessoa
Uns Versos Quaisquer
Vive um momento com saudade dele
Já ao vivê-lo . . .
Barcas vazias, sempre nos impele
Como a um solto cabelo
Um vento para longe, e não sabemos,
Ao viver, que sentimos ou queremos . . .
Demo-nos pois a consciência disto
Como de um lago
Posto em paisagens de torpor mortiço
Sob um céu ermo e vago,
E que nossa consciência de nós seja
Uma cousa que nada já deseja . . .
Assim idênticos à hora toda
Em seu pleno sabor,
Nossa vida será nossa anteboda:
Não nós, mas uma cor,
Um perfume, um meneio de arvoredo,
E a morte não virá nem tarde ou cedo . . .
Porque o que importa é que já nada importe . . .
Nada nos vale
Que se debruce sobre nós a Sorte,
Ou, tênue e longe, cale
Seus gestos . . . Tudo é o mesmo . . . Eis o momento . . .
Sejamo-lo . . . Pra quê o pensamento? . . .
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veraneio @ 2004-11-14 07:05 said:
POBREZINHA
FLORBELA ESPANCA
Nas nossas duas sinas tão contrárias
Um pelo outro somos ignorados:
Sou filha de regiões imaginárias,
Tu pisas mundos firmes já pisados.
Trago no olhar visões extraordinárias
De coisas que abracei de olhos fechados... -
Em mim não trago nada, como os párias...
Só tenho os astros, como os deserdados...
E das tuas riquezas e de ti
Nada me deste e eu nada recebi,
Nem o beijo que passa e que consola.
E o meu corpo, minh`alma e coração
Tudo em risos poisei na tua mão!...
...Ah, como é bom um pobre dar esmola!...
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veraneio @ 2004-11-14 07:06 said:
http://www.fotolog.net/abdlaziz
É preciso não esquecer nada
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.
Cecília Meireles
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veraneio @ 2004-11-14 07:07 said:
http://www.fotolog.net/anninhawiii
O mais-que-perfeito
Ah, quem me dera ir-me
Contigo agora
Para um horizonte firme
(Comum, embora...)
Ah, quem me dera ir-me!
Ah, quem me dera amar-te
Sem mais ciúmes
De alguém em algum lugar
Que não presumes...
Ah, quem me dera amar-te!
Ah, quem me dera ver-te
Sempre a meu lado
Sem precisar dizer-te
Jamais: cuidado...
Ah, quem me dera ver-te!
Ah, quem me dera ter-te
Como um lugar
Plantado num chão verde
Para eu morar-te
Morar-te até morrer-te...
Vinícius de Moraes
Montevidéu, 01.11.1958
Para viver um grande amor (crônicas e poemas)
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macpherr @ 2004-11-14 07:19 said:
Beautiful!!!
Great perspective!!
Have a nice day!!!
XOXOX
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veraneio @ 2004-11-14 08:41 said:
http://www.fotolog.net/terrakota
bjos grds, bom fim de semana, obrigado pelos poemas sempre tão lindos
guida (uncertain)
http://www.fotolog.net/manu_negra
"I was born Carlos, left-hander, hooked and diabolical /
Crazy, anarchist and it hallucinated...
The damaged dog /
The typical destructive of junkets...
I ascended, I enjoyed, I stole...
I smoked and I smelled...
I made rain the penknives...
I made owner completely the train /
of Cascadura to the Central one...
I ran of the shade of the fear /
I sucked the dental cream with the finger
Everything ate / I licked with the biggest pleasure..."
http://www.fotolog.net/macpherr
Beautiful!!
Good night!!
XOXOOX
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manu_negra @ 2004-11-14 09:19 said:
Abadi MT Condensed Light-1500
GRITO DOS EXCLUÍDOS
fundo musical: missão impossível.
"... GOLD,GOLD.GOLD.
Cruéis piratas na busca do eldorado
... Onde brutos poderes deletam, excluem
... Sucateiam
Pel`ouro tomado
... 1 satã infernal,
fantástico mito do sagrado infame espaço cyber
, apartheid Microsoft
... Vírus, cookies e trojans.
pelo monitor, microfone ou pelo telefone celular
... VELOX&VELOX, FOTOLOG.NET
: - google,google... Afogam-nos de spams
... O provedor de além mar em terra firme roubada
... Estrangeiros piratas
- Yahoooooo...
KATAPLANIZAZISTAPUMP!TOIN!
PÁGINA INVÁLIDA
, traficantes financeiros..."
(falácia:- nós somos flogs gratuitos.)
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manu_negra @ 2004-11-14 14:58 said:
A cerveja e a cachaça benzida deixam todos elétricos,
Com a corda toda, o vozerio aumenta, mas não incomoda o "louco",
Ainda que aqueles sons de muitas vozes juntas:
=assuada,
Vozeio das meninadas a correr, ensurdeça os moradores.
http://www.fotolog.net/macpherr Boa noite!!
Feriado outra vez;-)
abracos para a Grace,
pimpolho e os aus aus!!
XOXOXO
http://www.fotolog.net/retina ouro negro.
http://www.fotolog.net/cristabellpalma gracias por su poema dejado..es un agrado leerlos..un beijo!
cristabell
http://www.fotolog.met/arafatt ARAFAT VIVE! ARAFAT LIVE! ARAFAT KEINE TODT! MAKTUB! A LUTA CONTINUA! ...........ANO QUE VEM EM JERUSALEM!.......NEXT YEAR IN JERUSALEM! SALLAAMM! assinado:ARAFATT
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manu_negra @ 2004-11-14 15:02 said:
O espaço,
A intimidade,
E o imaginário
Ainda há um lugar para se ouvir um rock,
P`ra curtir um hip-hop
E uma vida a tocar
Aí e aqui nessas bandas
... A luz do fogo solar,
http://www.fotolog.net/gaberito
ao som de missao impossivel..
putaquepariu.
abraço.
http://www.fotolog.net/get
great shot!!!
http://www.fotolog.net/vihar4o exellent photo
Deitada, deitados
Já não é sábado
Ou domingo
É phoda
- me Vou
Por
Ser tão...
bella...totalmente belloa...deitadao nu`a
na banheir`a...
transbordar rosas púrpuras...
"... les lèvres d`aspirations sont
compagnies qui la vie suffoquée
retrouve la bouche pour marmonner..."
http://www.fotolog.net/vanart
sbd dia de afogar as mágoas
mas elas jah sabem nadar
bjs
http://www.fotolog.net/semmynova Boa noite.
Desculpe mas não sei ao que se referia no seu comentário no meu Fotolog. Por tal, apaguei-o.
Cumprimentos.
postado por: Baby Granada 10:03 PM
Comments:
Domingo, Dezembro 05, 2004
Yx,MatisseITC-573
¿... mão¿
, pernas e até cabeças decepadas
... desde cedo eram animais ou espantalhos
, não ousassem a desobediência
, nem mesmo as mais puras inocências os livrariam das senzalas
, troncos ou pelourinhos dos feitores do mal ou dos traficantes de almas
, drogas & guerras
... agruras sem curas aos que sobrevivessem à mortandade
, no trabalho noite dia/ dia e noite
, a rotina
... morreriam
, Ali
, onde há pouco lavraram e produziram a riqueza da metrópole
, depois de entupirem os bolsos dos banqueiros investidores do sujo dinheiro
... senhores dessa cruel jornada do mal
, após serem estuprados / estupradas
... abandonados ao sabor da cruz
, a miséria é nossa
escuras imagens do dia
, velas e velhas histórias
... em memória,
¿... vai caminhante antes do dia nascer...¿
a cor do sangue
, a poça vermelha
, lama da emboscada
... males de um adeus
, a deus ou ao diabo pertence
, hoje
... nunca mais.
, mas aqui tudo continua
, a rua e o cemitério
... a perpétua.
Paisagem Brasileira
(Lucida Handwriting-2002)
ACESSEM !
http://www.geocities.com/EnchantedForest/Creek/8238/quees.htm
El Movimiento de los Niños por la Paz Mandato Ciudadano por la Vida, La Paz y la Libertad.
http://www.es.amnesty.org/nomasviolencia
Muchas mujeres son traídas a España obligadas a servir como esclavas sexuales. Sólo si aportan los datos necesarios para que la policía desarticule la red que las trajo obtendrán protección oficial.
En Europa y en España hay cada vez más mujeres así. Sin derechos, sin protección, sin salida.
ACESSEM!
http://www.circovoador.com.br
http://manunegra.buzznet.com/user/
http://www.fotolog.net/veraneio (flog de literatura e textos selecionados pelo meu filho Marcelo.)
COMENTÁRIOS EXTRAS AQUI NESTE BAÚ DE TEXTOS E MUITAS SURPRESAS.
http://www.quicktopic.com/23/H/arpGw26iy8k
postado por: Baby Granada 1:24 AM
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